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Mitos e verdades sobre a vagina


É hora de passar por cima de alguns conceitos para ser mais feliz no sexo!




Não tenha vergonha: a maioria das mulheres já se fez esse tipo de pergunta

“Cheira mal lá em baixo”
Esse é o mito que realmente irrita os especialistas, especialmente porque pode impedir as mulheres de aceitar e apreciar o sexo oral, a porta de entrada privilegiada para o orgasmo. Então, vamos lá! Toda mulher tem seu cheiro próprio, mas a maioria de nós tem um cheiro almiscarado — e os homens são biologicamente programados para ser atraídos por ele. Seu cheiro pode mudar de dia para dia, dependendo do clima e do que você comeu. Dito isso, é bom conhecer o seu cheiro, o que pode levá-la a identificar eventuais alterações. O que não pode existir é um odor de peixe podre e corrimentos amarelados ou esverdeados. Isso indicaria uma infecção.



“Ela pode ser muito apertada ou frouxa”
A menos que uma mulher seja virgem ou tenha tido experiências traumáticas de partos, não existem grandes diferenças nos canais vaginais. Normalmente, sentir a vagina apertada ou frouxa é uma questão de lubrificação. Se você estiver muito molhada, não há atrito suficiente. Se estiver muito seca, quase todos os pênis parecerão enormes. Mulheres que tiveram partos vaginais podem sentir os órgãos levemente mais soltos porque algumas terminações nervosas foram destruídas. Mas exercícios pélvicos podem ajudar a fortalecer o assoalho pélvico e os músculos que circundam a vagina. Contraia os músculos da vagina durante 2 segundos e relaxe. Repita durante 10 minutos. Você pode fazer em qualquer lugar.



“Você pode perder coisas nela”
Acha que seu absorvente interno se perdeu em seu corpo? Não há necessidade de chamar o esquadrão de resgate. A vagina não é um tubo sem fim. É como uma meia, ou seja, tem um determinado comprimento. O colo do útero tem um furo microscópico e apenas um espermatozoide pode deslizar por ali e chegar ao útero. Qualquer outra coisa será detida.







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Cirurgia plástica íntima é mania mundial que preocupa ginecologistas



Lábios vaginais recauchutados e outros retoques na genitália feminina não podem ser facilmente exibidos como peitões de silicone ou barriguinhas lipoaspiradas. Mesmo assim, são o último fenômeno no cardápio moderno das intervenções plásticas.




Nos EUA, são feitas mais de 1,5 milhão de cirurgias íntimas. No Reino Unido, 1,2 milhão. No Brasil, médicos apontam um crescimento de 50% nos últimos dois anos.

Um dos painéis que compõem o "Grande Mural da Vagina", do artista plástico inglês Jamie McCartney
O ginecologista Paulo Guimarães é expert em "design vaginal". Dá cursos de formação em cosmetoginecologia para médicos. Nos treinamentos, diz, 900 mulheres são operadas por ano, a preços menores. No consultório, "com atendimento personalizado e sigilo", afirma fazer 15 cirurgias íntimas por mês.



O cirurgião plástico Marcelo Wulkan, que atende em São Paulo e tem trabalhos sobre redução de lábios vaginais em publicações internacionais, diz fazer cem desses procedimentos por ano.

Mesmo médicos mais conhecidos por outros tipos de cirurgia, como implantes mamários e plástica de nariz, estão vendo a procura crescer.

"Nos últimos dois anos, passei de uma cirurgia íntima para três por mês", conta Eduardo Lintz, chefe de cirurgia plástica do hospital HCor, de São Paulo, e professor do Instituto Ivo Pitangui, no Rio. No total, Lintz faz cerca de 40 cirurgias plásticas mensais.

TAMANHO-PADRÃO



Como não há evidências de que os lábios vaginais cresceram nos últimos anos, especula-se que o aumento de cirurgias redutoras esteja ligado à uma nova busca de medidas genitais "padrão".

E o que é uma vagina normal? Assim como as estatísticas brasileiras sobre cirurgia íntima, as medidas são imprecisas. "Isso é um pouco subjetivo. Quando o lábio menor não ultrapassa 2 cm de largura pode ser considerado normal", diz Wulkan.

Está longe de ser consenso. Segundo estudo no "British Journal of Obstetrics and Gynaecology", a diversidade de tamanhos observada nos lábios vaginais da população é imensa, o que amplia o espectro de normalidade.


O mesmo estudo aponta que trabalhos anteriores definiram como acima do normal lábios com mais de 4 cm de largura, mas essa medida deve ser revista e ampliada.

Quando os lábios menores ultrapassam os maiores, a tendência é serem considerados candidatos à cirurgia. Mas não se trata de uma imperfeição física.

"É constitucional, a mulher nasce com essa característica, como nasce com um nariz grande", diz Lintz.

No entanto, o que é natural já não é o normal.

Imagens de nus femininos, reportagens e material didático criam o modelo de normalidade, diz a antropóloga Thais Machado-Borges, do Instituto de Estudos Latino-Americanos da Universidade de Estocolmo, Suécia.



No estudo "Um olhar antropológico sobre a mídia, cirurgia íntima e normalidade", ela diz que as mulheres consideram atrativas as formas que correspondam a esse modelo, criadas por técnicas cirúrgicas. "Será que essas cirurgias podem transformar zonas erógenas em 'paisagens' onde reina o prazer?", questiona.

Como em relação a narizes, peitos e bundas, o padrão estético muda conforme a época e o país. "Nos EUA, as mulheres querem vagina pequena, cor-de-rosa. As brasileiras querem no mesmo tom de pele do das mãos, com lábios de 1 cm a 1,5 cm", diz o ginecologista Paulo Guimarães.



"É o modelo imaginário do órgão de menininha, o formato 'sou virgem'", interpreta a psicóloga Rachel Moreno.

A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia alerta seus membros sobre riscos dessa onda.

"É preciso muito cuidado para mexer em locais com tantas terminações nervosas. As cirurgias íntimas são vendidas como soluções para dificuldades sexuais, mas, se você mexer onde não era para mexer, você piora o que era para melhorar", diz Gerson Lopes, presidente da comissão de sexologia da entidade.






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Vagina envelhece? Entenda causas e consequências do problema



Atrofia, ressecamento e afinamento da mucosa são consequências do envelhecimento vaginal




Dizem que o tempo é cruel. Afinal de contas, ele passa para todas as pessoas e traz consequências que são sentidas no físico e até no emocional. A passagem dos anos marca o corpo de maneira singular, vincando a pele que era viçosa e transformando os cabelos negros em fios grisalhos. Mas outras partes do nosso organismo também sofrem com o envelhecimento e nem todo mundo se dá conta disso. A vagina, por exemplo, sofre diversas alterações físicas e fisiológicas que interferem nas saúdes sexual e urológica.

Vagina atrofiada


Uma das principais ocorrências que o tempo traz para as mulheres é a menopausa, época em que cessa a produção de hormônios no organismo. E é justamente a falta do hormônio estrógeno que causa diversas mudanças na vida sexual e na vagina. Débora Pádua, fisioterapeuta uroginecológica da Clínica Dr. José Bento, da capital paulista, contou que a queda hormonal altera a espessura do canal vaginal, tornando-o mais fino e causando fissuras durante a penetração, o que causa muito incômodo durante o ato sexual. "O desconforto é sentido pelo casal, tanto pelo homem quanto pela mulher e muitas têm preconceito em usar lubrificantes e querem até desistir do sexo por causa da dor", contou.



Maria Luiza Mendes Nazar, ginecologista do Complexo Hospitalar Edmundo Vasconcelos, da capital paulista, disse que o ressecamento e a perda da capacidade de se contrair também são consequências que surgem da redução hormonal. "Assim como a pele envelhece, por falta dos hormônios a vagina sofre uma atrofia. O ressecamento é mais sentido durante o ato sexual, mas mulheres que não tem uma vida sexual ativa reclamam de uma coceirinha, como se a pele estivesse ressecada mesmo", contou.



Embora a palavra atrofia seja bastante forte, o problema pode ser tratado e as mulheres que têm dúvidas se a vagina está atrofiada ou não pode consultar o ginecologista para conferir o problema. Segundo Maria Luiza, o exame de Papanicolau, que é recomendado uma vez ao ano para todas as mulheres, em idade fértil ou não, costuma acusar o problema. "Muitas mulheres sentem também que a vagina está mais curta", contou a ginecologista.

Perda urinária


O envelhecimento vaginal prejudica consideravelmente a vida sexual, mas não apenas ela. Outra consequência da passagem dos anos nas partes íntimas é o afinamento da mucosa, que fica menos resistente, e o encurtamento da uretra. "Muitas pacientes chegam ao consultório se queixando de perda de urina em atividades simples, como espirrar ou tossir", contou Maria Luiza. Essa perda urinária não está relacionada às perdas anatômicas ou à quantidade de partos normais pela qual passou a paciente. É, sim, um distúrbio fisiológico e que tem tratamento.



"Elas não precisam sofrer com o problema. Se houver a queixa da perda urinária e o Papanicolau acusar a atrofia vaginal, a primeira coisa a ser feita é contestar seu médico sobre a possibilidade de usar cremes vaginais com hormônios, que costumam solucionar o problema", falou Maria Luiza.

Malhação "nas partes"


Além dos cremes hormonais e o uso de lubrificantes aquosos durante o ato sexual, um dos tratamentos que podem ajudar significativamente o tratamento do envelhecimento vaginal é a fisioterapia uroginecológica. "Por meio de exercícios perineais, conseguimos estimular as glândulas de Bartholin, que são responsáveis pela lubrificação vaginal, para melhorar o ressecamento e exercícios para evitar a atrofia", contou Débora, que é também autora do livro Prazer em conhecer: você acha que sabe tudo sobre sexo?.



Os exercícios praticados durante a fisioterapia não têm contraindicação e podem ser praticados por mulheres de todas as idades, em especial aquelas com vida sexual ativa. Segundo a fisioterapeuta da Clínica Dr. José Bento, tais exercícios seriam os mesmos do pompoarismo, sendo que este é aplicado durante o ato sexual. "A partir dos 40 anos, as mulheres perdem fibras musculares e, com isso, há a queixa de frouxidão vaginal por causa da musculatura que fica flácida, comprometendo o prazer", contou a fisioterapeuta, que explicou que os prolapsos, que são relatados como "quedas" da bexiga, útero e intestino também podem se tornar mais frequentes por causa da flacidez dos músculos vaginais. "Não dói. Muitas mulheres reclamam de um peso no pé da barriga e se ela não se olha, só descobre o problema quando o órgão está visível, quando sai e aí precisa fazer cirurgia para corrigir o problema."



A resposta ao exercício físico varia de acordo com a idade e as atividades são feitas especificamente para o períneo e o canal vaginal. "Ninguém vai saber que ela está fazendo o exercício. Para quem nunca tentou, pode aprender prendendo o jato de urina, mas depois que estiver craque, não deve mais interromper a urina, apenas fazer a contração. Com isso, melhora-se muito a atrofia vaginal, a musculatura do canal vaginal e até a lubrificação", concluiu Débora.





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