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Eles também adoram surpresinhas durante o sexo



Quando se faz pesquisas com mulheres sobre atitudes na hora do sexo, é muito comum elas dizerem que esperam mais romantismo da parte dos homens, mais calma e preliminares mais longas. Mas e os homens? 

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Será que estão satisfeitos com o que suas parceiras lhes oferecem na cama?

Segundo enquete feita pela revista americana Cosmopolitan, 100 representantes do universo masculino também esperam mais iniciativa de das mulheres.

Ao responderem à questão "Eu gostaria que minha vida sexual fosse mais…", 33% revelaram que esperam que a mulher seja espontânea e que os surpreenda pela manhã. Dr. Celso Marzano, urologista, sexólogo e terapeuta sexual, confirma a teoria e revela que neste período do dia, a testosterona, o principal hormônio sexual do homem, está mais elevada.

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"Isto favorece a erotização do homem, que tem preferência por brincadeiras sexuais pela manhã ao acordar", diz o especialista que também é diretor do CEDES -SP (Centro de Orientação e Desenvolvimento da Sexualidade), professor universitário e autor do livro "O Prazer Secreto" (Edit Eden). "Um número cada vez maior de homens está se dando conta de que sente prazer em ser seduzido. Portanto, se mostrar excitada, sensível ao toque e acessível ao sexo agradará o parceiro. O sexo oral e a masturbação também serão bem recebidos como preliminares".

Na pesquisa, os homens disseram ser adeptos aos tapinhas, mas para Dr. Celso esses desejos não condizem com o perfil do nosso país, por conta do machismo. "O homem brasileiro gosta mais de bater, pois isto demonstra poder e dominação", argumenta. E aconselha: "Qualquer forma de sadomasoquismo, mesmo que leve, deve ter o aval prévio dos parceiros. A surpresa do sentir dor pode bloquear a resposta sexual de quem recebe, seja por medo ou por se sentir ofendido."

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As donas de Sex Shop dizem que as mulheres são as que mais frequentam o local, sempre em busca de novidades para apimentar a relação. Os homens até gostam de brinquedinhos, mas 21% deles disseram na pesquisa que gostariam que suas parceiras se preocupassem em organizar o local escolhido para a relação sexual, com direito a velas e músicas para entrar no clima.

"Os homens gostam de ousadia na sexualidade, mas têm dificuldades em aceitar acessórios sexuais que possam substituí-lo como fonte do prazer. Aceitam tranquilamente óleos, cremes e fantasias, mas a maioria não aceita pênis artificiais, vibradores e acessórios de sadomasoquismo", diz o terapeuta. "Eu acho que a mulher deve usar a sua sabedoria para fazer com que o homem ache que sempre está dominando e decidindo como, onde e quando a relação sexual vai ocorrer. Esta posição de dominação vem de séculos nos relacionamentos heterossexuais", completa.

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Uma maior frequência de relações sexuais também foi um dos desejos apontados pelos homens, mais precisamente por 23% deles. Entretanto, Dr. Celso Marzano lembra que para a maioria das mulheres só a vontade de fazer sexo não basta.

"O ato sexual para grande parte delas vem depois do envolvimento, da entrega e do vínculo afetivo. O carinho para as mulheres é o caminho para o sexo. O romance a faz relaxar, se entregar, deixando a química sexual acontecer. Ela quer ser a única, a primeira e a melhor para a parceria sexual. Mesmo quando ousadas, as mulheres são românticas", finaliza.





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Sexo: descubra se quantidade conta mais que qualidade



A quantidade de sexo não é tão importante quanto a qualidade

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"Achava que minha vida amorosa fosse satisfatória e plena até que um dia falei com quatro das minhas amigas, e a maioria delas faziam amor com seu parceiro cerca de duas vezes por semana. Meu marido e eu só temos uma relação semanal e raras vezes chegamos a duas. Não estaremos nos conformando e deixando de estar apaixonados?"

"Meus companheiros de escritório, que têm aproximadamente minha idade, afirmam que mantêm relações toda vez que tem chance e que suas companheiras estão dispostas, o acontece muito frequentemente. Ao lado da deles, minha vida amorosa parece empalidecer porque é muito menos ativa. Será verdade o que me contam? E se for assim, significa que não estava tão bem como eu achava?"



Casos como estes relatados tanto por mulheres como homens, são muito frequentes nas consultas psicológicas ou sexológicas, e parecem revelar que a frequência sexual é uma fonte de preocupações, dúvidas e inseguranças em um bom número de casais, que ao serem comparados com outros não sabem se sua atividade amorosa é "excelente, boa, regular ou ruim".

Qual é a frequência sexual ideal para um casal? Devem manter relações íntimas uma, duas ou três vezes por semana, ou inclusive mais vazes?

"A frequência é um assunto que devem pactuar os casais, sem que tenha que se ajustar às estatísticas, mas às necessidades de ambos", explicou a médica Carmen López Sosa, professora de ginecologia, obstetrícia e pediatria na Universidade de Salamanca e no Centro de Estudos Universitários da Mulher, na Espanha.

"Para que homens e mulheres se entendam eles precisam respeitar a idiossincrasia biológica e as necessidades de contatos de cada um, que podem ser diferentes. E isso leva a pactuar", explicou Carmen, autora do livro Sexo e Só Sexo.

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Em relação à frequência sexual, a especialista opinou que "talvez seja questão que tenham fome um do outro. Além disso, O que é normal: muito ou pouco? Nas práticas sexuais, o que para uns é vício, para outros é o normal, já que cada um tem uma cadência".

Os especialistas concordaram que tentar se obrigar a atingir certa frequência sexual considerada ideal, repercute negativamente na intimidade, provocando estresse e decepção. Há outras questões mais importantes que a quantidade de encontros sexuais, para manter uma sexualidade plena e satisfatória para o casal.

Para desfrutar bem a sexualidade, Carmen aconselhou "pensar que poder praticar sexo é um indicador de boa saúde, esquecer-se de tudo ao fazer amor é imprescindível para ter prazer, reservar um tempo na agenda para o sexo, já que ele é tão importante quanto as outras tarefas, e falar de sexualidade com o companheiro ou companheira, da mesma forma que se fala dos demais temas".

Estar à vontade com o que se faz



"O rótulo de ser bom amante não tem muita coisa a ver com fazer isto ou aquilo, mas com estar à vontade com o que se faz, sentir e transmitir o que se sente, dialogar, chegar a acordos, aceitar coisas sempre que não nos prejudiquem, entregar-se ao prazer de si mesmo e não ao prazer do outro", assinalou a especialista, que acrescentou: "pode-se fazer o que agrade a ambos. Dinamizar a relação sexual é desejável e muitas vezes necessário, mas com convicção e com desejo".

"É preciso ser livre para amar e deixar que o outro o seja também. Não se pode impor através de ameaças que nos amem, amarrar o companheiro a nosso lado chantageando-o ou tirando-lhe o direito de ser o que ele é. Isso não é amor", assinalou a autora de Sexo e Só Sexo.

Para Carmen, "fazer amor é ir criando uma linguagem bilíngue na qual os amantes possam se entender, na qual as palavras signifiquem o mesmo, e onde não houver palavras, que existam os gestos. Trata-se de escrever uma intimidade a dois para poder crescer e ser, é nesse 'eu' de cada um que o outro cabe. Isso sim: para ser bom não se deve confundir os 'eus' de cada um".

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De acordo com Carmen Castaño, diretora de Psicologia e Sexualidade do Centro Médico Instituto Palacios de Saúde da Mulher, "a frequência não é um critério para diagnosticar problemas sexuais, não há uma categoria de normalidade dependendo do número de vezes que se tenha relações sexuais".
"A pergunta não deveria ser quanto é o normal, mas se estou satisfeito com o que tenho", explicou a coautora do livro Compreender a Sexualidade Feminina.

A resposta a esta dúvida dependerá muito da idade, de quem a formula e do momento em que está sua relação amorosa, de acordo com o psicólogo e sexólogo Antoni Bolinches, diretor do Instituto Psicológico que leva seu nome e sobrenome, e autor, entre outras obras, do livro Sexo Sábio.

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"Durante a fase passional, a frequência sexual do casal é duas ou três vezes superior à que se tem quando se estabiliza. Um casal estável de meia idade, em uma fase não passional, tem uma normalidade estatística de uma ou duas vezes por semana, mas isto é pouco relevante. O bom acoplamento sexual é mais importante", acrescentou Bolinches, mestre em Sexualidade Humana.



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Mulheres de 40 sentem-se mais a vontade para aventuras no sexo ...

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Satisfação sexual feminina aumenta com a idade...

Panela velha que faz comida boa?



A maioria das mulheres com mais de 60 anos está satisfeita com sua vida sexual, segundo estudo americano publicado nesta semana. E mesmo aquelas que declararam não praticar sexo também se dizem satisfeitas.

O trabalho analisou 806 questionários de mulheres com em média 67 anos. Foram feitas perguntas sobre atividade sexual, reposição hormonal, dor, lubrificação, desejo sexual e orgasmo durante a relação.



"Embora existam pesquisas sobre satisfação sexual, poucos estudos falam sobre idosas", escrevem os autores do artigo, pesquisadores da Universidade da Califórnia e da San Diego School of Medicine. O estudo foi publicado na revista "The American Journal of Medicine".

Do total de voluntárias, metade (49,8%) disse ter feito sexo no último mês. A maioria (64,5%) declarou ficar excitada, 64,5% disseram ter lubrificação normal e 67,1% afirmaram que têm orgasmo.



"No geral, dois terços das que eram sexualmente ativas estavam satisfeitas, assim como metade das sexualmente inativas." Para a surpresa dos pesquisadores, as mulheres mais velhas do estudo (com mais de 80 anos) relataram maior satisfação.

Por outro lado, 40% de todas as voluntárias disseram que nunca ou quase nunca sentem desejo sexual. Segundo Elizabeth Barrett-Connor, médica e pesquisadora da Universidade da Califórnia, esse resultado sugere que o desejo não é essencial para que a relação sexual aconteça. "Elas podem se envolver em uma atividade sexual por múltiplas razões, como a manutenção de um relacionamento", disse a pesquisadora para o site de divulgação científica EurekAlert!.



Outra conclusão do trabalho é que a relação sexual nem sempre é necessária para a satisfação. Aquelas que são sexualmente inativas podem conseguir se satisfazer só com a intimidade do relacionamento ou com a masturbação.

Para o psicoterapeuta sexual Oswaldo Martins Rodrigues Júnior, diretor do Instituto Paulista de Sexualidade, várias pesquisas já demonstraram que, muitas vezes, o mais importante para as mulheres é a troca de afeto e a proximidade com o parceiro. "Nem sempre para se satisfazer é preciso ter orgasmo."



Ele aponta, porém, dois problemas de metodologia na pesquisa americana: a dificuldade de saber o que é satisfação e o fato de as perguntas se referirem apenas às últimas quatro semanas. "O questionário acaba sendo limitado. A satisfação envolve muitos aspectos subjetivos."

De acordo com o psicólogo, o lado bom do estudo é que dá para perceber que essas mulheres estão mais dispostas a comentar sobre o tema. "Elas estão se sentindo mais livres para falar de assuntos delicados como orgasmo e lubrificação. Isso é sinal de uma mudança cultural. Há 30 anos, mulheres dessa idade dificilmente falariam sobre isso."



Segundo ele, não tem como saber se o que elas estão falando é o que realmente acontece. "Elas demonstraram um esforço para mostrar que estão satisfeitas. Isso pode ser verdade como pode ser uma forma de autoafirmação, para expressar o contrário de uma ideia que elas mesmo tinham sobre mulheres mais velhas.


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